sintraseA assembleia dos servidores estaduais para debater o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) apresentado pelo Governo na última segunda, foi realizada na manhã de hoje (2), que também visou discutir os próximos encaminhamentos nas negociações sobre o Plano. No encontro, a categoria foi enfática ao pedir a continuação da greve da Administração Geral, que foi suspensa durante o mês de maio, enquanto aguardava a concretização da proposta do Governo. Por decisão da maioria, a paralisação dos servidores vai ser retomada na próxima quarta, dia 8, por tempo indeterminado.

Em coro, os servidores reclamavam sobre os valores divulgados pelo Governo do Estado sobre o pagamento do PCCV. Segundo a categoria, a solicitação é de que o Plano deve ser implementado com o reajuste de 24,31%, que atende o índice inflacionário, já que ele foi aprovado em 2014 e possui tabelas salariais com valores defasados. Apresentando contracheques que mostravam a insatisfação coletiva, os servidores de atividades operacionais da rede estadual, como executores de serviços básicos e merendeiras, foram os principais reclamantes na assembleia. “Sabemos que o PCCV representou um ganho para alguns servidores, como os oficiais administrativos, mas outras classes não tiveram melhorias. O contracheque veio igual ou com acréscimos de R$20, R$30, e isso representou grande indignação para boa parte da categoria”, explicou a diretora administrativa, Elma Andrade. Alguns vigilantes do Estado presentes também pleiteavam o reajuste, mas, é importante destacar que esta última categoria específica recebe, desde o ano passado, o adicional de periculosidade, benefício que está previsto no PCCV e contemplou cerca de 1500 vigilantes.

Para o presidente, Diego Araujo, o PCCV pago na folha de maio representou um avanço, mas o ganho real, além de não contemplar toda a categoria, foi irrisório para parte da base. “Pode-se constatar que os contracheques de muitos servidores apresentam o valor bruto acima do salário mínimo, mas com os descontos, os salários continuam abaixo, o que na prática não trouxe mudança significativa ou benefício”, explicou.

A categoria decretou greve por tempo indeterminado, que deve começar a partir do próximo dia 8, em respeito à legislação que prevê 72h de antecedência à paralisação.

A principal pauta de reivindicação é o reajuste na tabela do PCCV. “Os servidores querem receber ganhos reais e a tabela do Plano precisa sofrer alterações para beneficiarem os que sempre receberam menos e que, infelizmente, foram os menos contemplados no momento”, finalizou Diego.

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