Procuradora-geral da Venezuela diz que não sairá do cargo se for destituída

Publicidade A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, disse nesta terça-feira (11) que não deixará seu cargo mesmo que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) decida pela sua saída, como deseja o presidente Nicolás Maduro. Chavista, ela passou a ser alvo de uma ofensiva do governo depois de rejeitar a Assembleia Constituinte convocada pelo mandatário em maio e condenar a repressão policial na onda de manifestações da oposição. Ariana Cubillos - 4.jul.2017/Associated Press A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, fala a repórteres em 4 de julho, em Caracas Na semana passada, aliados de Maduro entraram com uma ação no TSJ para pedir sua destituição, sob a acusação de ter mentido ao dizer que não aprovou a indicação de 33 magistrados para a corte em dezembro de 2015. A indicação, feita às pressas pelo chavismo antes que a oposição dominasse a Assembleia Nacional, foi contestada pela própria Ortega Díaz, que pediu a impugnação dos juízes por considerar o rito ilegal. Em entrevista à venezuelana Unión Radio, ela disse que continuará no cargo "para defender a democracia". "Eu denunciei os magistrados que estão me processando porque não são legítimos", afirmou. "Esse julgamento perdeu toda a formalidade. Começou com um pré-julgamento por faltas graves e terminou com uma perseguição penal, com o congelamento de bens e a proibição de saída do país." Além das restrições financeiras e de viagem a Ortega Díaz, o TSJ jurou como vice-procuradora-geral da República a advogada chavista Katherine Haringhton, alvo de sanções dos EUA por violações de direitos humanos. Haringhton assume se Ortega Díaz for afastada, hipótese mais provável devido ao histórico de decisões favoráveis ao governo. A atual procuradora se recusou a assistir à audiência final por considerar os juízes ilegítimos. Para ela, o país passa pela "maiores violações de direitos humanos na história da Venezuela" com os confrontos nos protestos. "Temos que sentar todos para entender que isso..

Procuradoria do Peru pede prisão de 2º ex-presidente por caso Odebrecht

Publicidade A Procuradoria do Peru pediu nesta terça-feira (11) a prisão preventiva do ex-presidente Ollanta Humala (2011-2016) e de sua mulher, a ex-primeira-dama Nadine Heredia, sob a acusação de terem recebido dinheiro ilícito de financiamento de campanha e por subornos para favorecimento em licitações para obras durante seu mandato. Os pagamentos teriam sido feitos pela construtora brasileira Odebrecht. O casal nega as acusações. Cris Bouroncle - 22.mai.2017/AFP O ex-presidente do Peru Ollanta Humala concede entrevista coletiva em maio passado em Lima Humala é o segundo ex-presidente do Peru a ter a prisão preventiva pedida —o primeiro foi Alejandro Toledo (2001-2006), que está nos EUA e é considerado foragido pela Justiça peruana. Humala e Heredia devem se apresentar nesta quarta (12) para se defender diante do juiz Richard Concepción Carhuancho. Se ele decidir acolher o pedido da Procuradoria, o casal será levado imediatamente a um centro de detenção e ali deverá permanecer por ao menos 18 meses. Caso isso ocorra, será o primeiro ex-mandatário da região a ir para a prisão, ainda que de forma preventiva, em consequência da Operação Lava-Jato. O pedido da Promotoria é que o casal fique detido por esse período para evitar que deixem o país durante as investigações. Segundo informações entregues pela Odebrecht ao Departamento de Justiça dos EUA, a construtora brasileira teria pagado apenas no Peru, entre 2005 e 2014, mais de US$ 20 milhões, entre caixa dois e subornos. O pedido de prisão preventiva foi feito a partir da delação de Marcelo Odebrecht, que afirmou ter pagado US$ 3 milhões para a campanha de Humala em 2011. Os demais pagamentos da construtora no Brasil abrangem, além dos mandatos de Toledo e Humala, o de outro ex-presidente, Alan García (2006-2011), ainda não chamado a dar explicações pela Justiça peruana. PPK E KEIKO Enquanto isso, durante a tarde, o presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, recebeu sua rival política, Keiko Fujimori, lí..

Miss Universo levou a encontro entre filho de Trump e advogada russa

Publicidade No verão de 2013, Donald Trump se perguntou se o presidente russo, Vladimir Putin, teria um encontro com ele no concurso de Miss Universo que teria lugar em Moscou no outono. "Se sim, será que ele vai virar meu novo melhor amigo?", Trump postou no Twitter. Putin não foi, mas o concurso de beleza em Moscou resultou em uma parceria entre a família Trump e Emin Agalarov, um popstar na Rússia, e seu pai, Aras. Pai e filho formam uma dupla que constrói grandes obras imobiliárias na Rússia e parece ter uma relação amigável com o Kremlin. Desde então, Emin Agalarov já se gabou várias vezes de manter um relacionamento caloroso com Trump. Al Drago - 16.abr.2017/The New York Times Donald Trump Jr., filho mais velho do presidente dos EUA, chega à base militar de Andrews em abril E um publicitário que trabalha para ele disse na segunda-feira que foi seu cliente quem pediu que Donald Trump Jr. conversasse com uma advogada ligada ao Kremlin durante a campanha presidencial, um encontro levado a público pelo "New York Times". Trump Jr. —que teve a reunião citada em junho do ano passado, acompanhado pelo presidente da campanha de Trump, Paul Manafort, e o genro do hoje presidente, Jared Kushner— disse que a advogada prometeu informações que prejudicariam Hillary Clinton, mas não cumpriu o que prometeu e não demorou a falar de uma questão contenciosa que envolve as relações entre EUA e Rússia. O publicitário, Rob Goldstone, ex-jornalista de tabloides britânicos e presidente de uma firma de marketing chamada Oui 2 Entertainment, trabalhou com Emin Agalarov e com o Miss Universo em Moscou. Goldstone disse que ajudou a organizar e esteve presente ao encontro em 9 de junho de 2016, no edifício Trump Tower, ao lado da advogada, Natalia Veselnitskaya. Os Agalarov, que não responderam a um e-mail pedindo declarações, vieram originalmente do Azerbaijão, mas hoje comandam o Grupo Crocus, grande construtora imobiliária na Rússia. Pouco antes do Miss Universo de novembro ..

Para aliviar crise, EUA e Qatar fecham acordo contra o terrorismo

Publicidade O Qatar e os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (11) um acordo no qual o país árabe se compromete a intensificar os seus esforços no combate ao terrorismo e ao seu financiamento. O acerto foi firmado durante visita ao governo qatariano do secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, que tenta mediar a crise diplomática no golfo Pérsico. "Hoje, o Qatar é o primeiro país a firmar com os EUA um programa de combate ao financiamento do terror", afirmou o chanceler do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani. "Convidamos todos os países que nos impõem um bloqueio a se somarem ao acordo." Em junho, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes, o Egito e o Bahrein romperam relações diplomáticas com o Qatar, acusando o país de financiar o terrorismo. Para normalizar a situação, os quatro países apresentaram uma lista de exigências, que incluem o fim das relações com o Irã, o fechamento da rede de TV Al Jazeera e uma base militar que a Turquia mantém no país. O Qatar, que nega as acusações, rejeitou as imposições. "Espero que possamos fazer progressos", disse Tillerson após reunião desta terça com o emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani. Segundo o secretário dos EUA, o compromisso "começará imediatamente em várias frentes." A Arábia Saudita, os Emirados Árabes, o Egito e o Bahrein, porém, consideraram o acordo insuficiente. Em um comunicado conjunto, os quatro países afirmaram que "vigiarão de perto a seriedade das autoridades qatarianas para combater qualquer forma de financiamento e apoio ao terrorismo". Nesta segunda (10), Tillerson iniciou pelo Kuait uma viagem na região com o objetivo de encontrar uma saída para a crise. Já nesta quarta (12), o secretário deve se reunir com representantes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito em Jidá, cidade do oeste saudita. "Esse encontro reflete a vontade dos quatro países de reforçar a coordenação e mostrar sua unidade sobre as futuras relações com o Qatar", disse o chanceler do..

Líder do Estado Islâmico está morto, diz ONG; Pentágono não confirma

Publicidade A ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) afirmou nesta terça-feira (11) que fontes da milícia radical Estado Islâmico (EI) confirmaram a morte do líder do grupo extremista, Abu Bakr al-Baghdadi. Questionada sobre o anúncio, a coalizão internacional que combate o EI liderada pelos Estados Unidos disse não estar em condições de confirmar a informação. "Autoridades do EI presentes na província (síria) de Deir Ezor confirmaram ao OSDH a morte de Abu Bakr al-Baghdadi, emir do EI", declarou o diretor da ONG, Rami Abdel Rahman. "Nós tomamos conhecimento hoje, mas não sabemos quando e como ele morreu", acrescentou. Se confirmada, a morte de Baghdadi será um novo severo golpe ao grupo extremista sunita, que acaba de ser expulso de Mossul –seu último grande reduto urbano no Iraque– e é alvo de uma ofensiva da aliança árabe-curda em seu principal reduto sírio de Raqqa. Logo após a divulgação da informação pela ONG, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no Twitter que houve uma "grande vitória contra o Isis". Baghdadi "estava na província de Deir Ezzor", no leste da Síria, nos últimos meses, completou o diretor da OSDH, ressaltando, porém, que não está claro se ele havia sido morto nessa região, ou em outro lugar. A província de Deir Ezzor permanece em grande parte controlada pelo EI, embora a organização continue a perder terreno no país e também no vizinho Iraque. Em 22 de junho, a Rússia afirmou que muito provavelmente havia matado Abu Bakr al-Baghdadi em um ataque aéreo em 28 de maio, próximo a Raqqa, no norte da Síria. Essa informação não foi confirmada por nenhuma outra fonte. Em reação ao anúncio do OSDH, o porta-voz americano da coalizão internacional, coronel Ryan Dillon, indicou que "não pode confirmar esta informação, mas espero que seja verdade". Desde 2014, boatos sobre a morte de Al-Baghdadi circularam com certa regularidade, mas nunca foram confirmados. Os Estados Unidos ofereciam 25 milhões de dólares pela capt..

Sylvia Colombo: A batalha contra os tupamaros

Desde que o ex-líder tupamaro José "Pepe" Mujica, 82, deixou a Presidência, em 2015, parte da sociedade uruguaia anda engajada em desprestigiar não apenas a ele, mas também ao movimento que o celebrizou. Os tupamaros foram uma guerrilha urbana que, apesar de ter surgido em tempos democráticos, atuou principalmente durante a ditadura (1973-1985). Muitos "tupas"(...) ... Leia post completo no blog Leia mais (07/11/2017 - 13h48)

‘Adorei’, disse filho de Trump após receber oferta russa contra Hillary

Publicidade Donald Trump Jr. divulgou nesta terça-feira (11) uma série de e-mails trocados durante a campanha eleitoral com uma pessoa com contatos na Rússia em que tratam sobre informações constrangedoras sobre a candidata Hillary Clinton. Os e-mails confirmaram o conteúdo de uma série de reportagens do "New York Times", segundo as quais o filho do atual presidente dos Estados Unidos manteve contatos com a Rússia para tentar favorecer a candidatura de Donald Trump à Casa Branca. Na série de e-mails, iniciada em 3 de junho de 2016, uma pessoa identificada como Rob Goldstone diz a Trump Jr. que o principal promotor da Rússia teria oferecido repassar à campanha republicana "documentos e informações oficiais que incriminariam Hillary e os negócios dela" no país e que seriam "muito úteis para Trump". Goldstone, intermediário de um empresário russo que a família Trump conheceu em Moscou em 2013, disse que os dados eram "muito sensíveis" e que a oferta fazia parte de um "esforço do governo russo para ajudar Trump". Trump Jr. respondeu alguns minutos dizendo: "Se for o que você está falando mesmo, eu adorei". Nos dias seguintes, eles trocaram novas mensagens e agendaram um encontro em 9 de junho daquele ano em Nova York entre Trump Jr. e Natalia Veselnitskaia, descrita por Goldstone como "advogada do governo russo". Também participaram da reunião o genro e assessor de Trump, Jared Kushner, e o então diretor da campanha do republicano, Paul Manafort. Trump Jr. disse que a reunião foi uma "loucura" e que Veselnitskaia não ofereceu nenhuma informação comprometedora sobre Hillary. A advogada negou que tivesse informações sobre a campanha da democrata e disse que nunca trabalhou para o governo da Rússia. O encontro é o primeiro que se tem notícia de membros do alto escalão da campanha de Trump com russos –e o primeiro envolvendo também o filho mais velho do presidente. Após a divulgação dos e-mails nesta segunda, Donald Trump descreveu seu primogênito como uma "pessoa ..

‘Barão do bitcoin’ vai a julgamento por suspeita de falsificação e desvios

Publicidade O francês Mark Karpelès, 32, conhecido em seus anos de glória como o "barão do bitcoin" e acusado por falsificação de dados e desvio de fundos, começou a ser julgado nesta terça-feira (11) por um tribunal de Tóquio, onde se declarou "inocente". "Juro diante de Deus que sou inocente", afirmou o francês. Karpelès, ex-diretor da MtGox, foi durante algum tempo o grande nome das operações com a moeda eletrônica. Shizuo Kambayashi/Associated Press Francês Mark Karpelès, conhecido como 'barão do bitcoin', durante julgamento no Japão Ele foi detido no Japão em agosto de 2015 por suspeitas de falsificação de dados da plataforma de bitcoin. O francês é acusado de ter embolsado 340 milhões de yuanes (€ 2,6 milhões ao câmbio atual) de depósitos de clientes da MtGox. E teria investido o dinheiro na aquisição de licenças de software. Karpelès foi colocado em liberdade após o pagamento de fiança no ano passado. Já havia sido condenado na França em 2010 por invasão de um sistema de informática. Ele atribuiu a um grande ciberataque a derrubada da MtGox, que provocou a ruína de milhares de investidores e minou a confiança na moeda eletrônica. A plataforma cessou as operações em fevereiro de 2014, antes de declarar formalmente a falência. No total foram perdidos 850.000 bitcoins avaliados em 48 bilhões de ienes (US$ 390 milhões).

Teste de míssil é comemorado na Coreia do Norte com show para Kim

Publicidade O lançamento bem sucedido de um míssil balístico intercontinental (ICBM) pela Coreia do Norte foi como música para os ouvidos do líder do país –literalmente. Kim Jong-un foi homenageado em um show repleto de música pop e aplausos estrondosos, depois do lançamento do primeiro ICBM de seu país, na semana passada. Entre as canções executadas estavam "Canção do Foguete Hwasong" e "Fazer com que os Outros nos Invejem", reportou a Agência Central de Noticias Coreana, o órgão noticioso oficial da Coreia do Norte. A principal atração do show foi banda Moranbong, um conjunto feminino cujas integrantes foram selecionadas por Kim e que serve como uma espécie de lado "suave" de seu regime. 4.jul.2017/KCNA/AFP Kim Jong-un comemora lançamento de míssil intercontinental Pyongyang vem servindo de cenário a diversos eventos especiais para celebrar o lançamento, em 4 de julho, do míssil Hwasong-14, que aparentemente tem alcance para atingir a maior parte do Estado americano do Alasca e talvez áreas ainda mais distantes. O lançamento vem sendo tratado como um marco histórico para a Coreia do Norte, e o governo e a mídia estão alardeando o feito como uma grande realização tecnológica que poucas outras nações conseguiram. O show, que aconteceu no domingo (9) diante de uma imensa plateia, que incluía muitos militares, também envolveu apresentações de dança. Imagens do show exibidas pela televisão norte-coreana na segunda-feira (10) mostraram os espectadores repetidamente aplaudindo e celebrando Kim. Além do Moranbong, o show contou com os outros grupos musicais mais famosos da Coreia do Norte –uma banda pop similar chamada Chongbong, o Coro do Mérito Estatal, uniformizado, e o Grupo de Arte Wangjaesan.

Autoimolação, estopim da Primavera Árabe, hoje é uma tendência sinistra

Publicidade Quando Adel Dridi despejou gasolina sobre a própria cabeça e se incendiou, em maio passado, seu primeiro pensamento foi para sua mãe, Dalila, cujo nome é tatuado toscamente em seu braço. Mas outra pessoa também estava em sua mente: Mohamed Bouazizi, o vendedor de rua tunisiano cuja autoimolação desencadeou os levantes da Primavera Árabe de 2010. Dridi, 31, também é um vendedor de frutas e, assim como Bouazizi, estourou depois que a polícia derrubou seus damascos, bananas e morangos no chão diante da Prefeitura desta cidade, onde ele nasceu. "Eu quis me queimar porque estava queimando por dentro", disse Dridi em uma entrevista, deitado num colchão na casa de sua família, onde ainda se recuperava, com o pescoço e o peito marcados por queimaduras. "Eu queria morrer assim." Sete anos depois que o protesto dramático e desesperado de Bouazizi ajudou a iniciar revoluções em toda a região, a frustração pela promessa não cumprida da Primavera Árabe é generalizada. O regime autoritário retornou ao Egito. A Líbia é um caldeirão de caos. A Síria e o Iraque estão assolados por guerras civis. As monarquias do Golfo essencialmente não mudaram. A vizinha Argélia está paralisada. Mas a grande ironia é que na Tunísia –o berço da Primavera Árabe e o único país que tem mais esperanças de realizar suas aspirações de democracia e prosperidade –o ato extraordinário de Bouazizi se tornou banal, seja motivado pela raiva, a depressão ou o grande desapontamento, ou com o fim de desafiar publicamente as autoridades. A Tunísia avançou mais que qualquer outro país da região na direção da liberdade e da governança democrática, mas de modo geral foi incapaz de oferecer esperança e oportunidade de uma vida melhor. Milhares de jovens abandonaram o país para trabalhar no exterior ou para unir-se ao grupo Estado Islâmico. Assista ao vídeo A frustração diante desse fracasso não tem expressão mais terrível que a maré de autoimolações na Tunísia. Os casos de autoimolação triplicara..

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